POESIA: QUANDO OS ANJOS SE CALAM

Triste caminhar o meu.

Fito o oceano na fracassada tentativa de perguntas não respondidas.

Quando os anjos se calam,

há muito o que temer;

Diante dos meus olhos molhados,

transbordo ácida tristeza,

o horror exibi-se em vileza.

Já não me importo com sua existência, uma vez que desisti de existir.

A ira da fera me seduz,

sua sinfonia torna-se a trilha sonora de minha vida espancada, sem luz.

A brisa desflora o tempo em que eu não vivi

passo a passo em tropeços,

banha-me os pés até altura dos franzinos tornozelos, as singelas espumas do mar convida-me à adentrar…

ergue-se a cavalaria em forma de ondas de mar,

arrastando-me para suas profundezas escuras.

Deixo de respirar…

2 comentários em “POESIA: QUANDO OS ANJOS SE CALAM

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