POESIA: RENDIÇÃO

Queria que você me olhasse,

E se esforçasse para me ver como eu sou;

Esqueça o que dizem, perdoe o que julgar imperdoável,

Olhe em meus olhos, não veja cores, estigmas, intrigas,

Dê-me uma chance, se dê uma chance,

De nos tornarmos almas amigas…

Não lute contra o que você não entende,

Não lute para tentar entender,

Aceite o que te ofereço de coração aberto,

Veja que não somos assim tão diferentes;

O mesmo amor se espalha em nosso ser,

Só você não compreende,

Ou não quer compreender.

Nossos caminhos se encontraram por um motivo,

Lutaremos injustamente, friamente, eternamente,

Numa batalha que nunca terá fim;

Pelo que não pertence a você, e nem a mim…

Entregue suas armas, lhe ofereço as minhas,

Renda-se, aceite minha rendição,

Não há vencidos, nem vencedores,

Numa guerra que nunca existiu…

Reconheça que a vida nos uniu,

Para semearmos a paz que tanto buscamos,

Pois nossas diferenças nos fazem iguais,

E é na fraqueza, que nos pune, nos levando a lutar,

Que reside à força para se render, e perdoar.

2 comentários em “POESIA: RENDIÇÃO

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