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Crônica Grazielle Pacini Segeti

CRÔNICA: CICATRIZES

DE: GRAZIELLE PACINI SEGETI

Cicatrizes me fascinam, elas sempre me atraíram, mesmo eu não entendendo o porquê.
Hoje, talvez, eu compreenda um pouco melhor o significado de uma cicatriz, ela representa superação.
Toda a cicatriz carrega uma história consigo, uma história marcante. Às vezes triste, às vezes feliz, mas o final é sempre o mesmo, algum acontecimento forte que deixou uma marca de triunfo.
A cicatriz de uma cesariana, por exemplo, é uma enorme marca de amor.

Uma mulher que permitiu ter sua carne cortada para trazer ao mundo um novo ser, um pedacinho de si, cujo amor será eterno e incondicional.
A marca de uma queimadura representa uma grande dor sofrida, quase insuportável, mas que resultou em sobrevivência. O mesmo acontece com as cicatrizes provenientes de acidentes.
Enfim, a cicatriz está lá, nos fazendo lembrar de que em algum momento de nossas vidas vivemos uma dor, mas ela se curou e não nos permite que a esqueçamos.
As cicatrizes servem para trazer à tona todas as lembranças, as boas e as ruins.
Todos têm alguma cicatriz, de alguma cirurgia, um pequeno incidente doméstico ou um mero arranhão. Ela está lá, superficial ou profunda, clara ou escura e se a observarmos com cuidado, a enxergaremos.
E eu, como grande admiradora das cicatrizes que sempre fui e ainda sou, atrevo-me a dizer que a alma também carrega cicatrizes consigo e que são as mais belas de todas. Depois de grandes lutas, angústias e tristezas, a alma se regenera trazendo uma grande, linda, perfeita e visível cicatriz rasgada nas faces, nosso sorriso.

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