POESIA: AMIGA

No canto mais escuro a vejo, tão amiga, tão querida, mas não a convido para entrar.

Ela sabe, não bate, já vem íntima como velha amiga que é.

– Fique mais um pouco, me conte outra história – eu digo – mas ela nada diz.

– Por favor então vá – digo enfim buscando forças para me libertar.

Fui tola, lhe dei munição para ficar e me intimidar. Imponente, fria, escura, é sempre assim quando ela vem me visitar.

Fique um pouco mais, escuridão, como a velha amiga que é…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: