(+18) CONTO ERÓTICO: O VIZINHO NOVO

A rotina é uma coisa interessante… Veja a minha, por exemplo, eu todos os
dias de manhã, vou a padaria tomar meu café, tenho preguiça de cozinhar
apenas para mim e tenho fome. Já desço pronta para o trabalho e
ocasionalmente encontrava com um ou outro morador do prédio no elevador.
Então foi fácil de perceber que aquele moço bonito era novo ali. Eu não teria
deixado de notar ele e pela terceira vez seguida, ele estava descendo comigo.
Vestido com roupa de academia, o novo vizinho era um homem que gostava de
se exercitar.
Ele sorriu para mim novamente, dizendo bom dia e novamente se posicionou
na minha frente à esquerda. Naquele horário éramos apenas nós dois ali e eu
achava delicado da parte dele que não procurasse ficar atrás de mim, afinal
nenhuma mulher se sentia bem com um homem desconhecido as suas costas.
Ele tinha lindas costas, braços bonitos… E a bunda… Hummm. Nunca fui
grande fã de bunda de homem, mas estava pronta para abrir uma exceção.
Pescoço bonito também, a linha do ombro que eu via se insinuar pela gola da
camisa parecia forte.
É, com certeza eu teria notado o vizinho.
Saímos e fomos cada um para um lado, ele se exercitar, eu tomar meu café da
manhã.
Meu dia correu de maneira tranqüila, mas foi com desânimo que percebi que
no final do dia, mais uma vez, não consegui enxergar o vizinho em canto
nenhum.
Que pena.
Na manhã seguinte, me arrumei com capricho, tinha retocado meu ruivo e
escovado o cabelo no salão, o resultado me deixou feliz com minha aparência.
Meu vizinho novamente entrou no andar correto. Mas dessa vez não usava a
costumeira roupa de academia, mas sim, terno! Ele estava ainda mais bonito
do que o de costume.

-Bom dia. – ele disse. – Uau! Seu cabelo está mais incrível hoje.
-Obrigada. – eu disse levando a mão as madeixas.
-Ficou ainda mais bonita, se me permite dizer. – o sorriso do homem era lindo
também.
-Obrigada novamente e você também está muito bonito hoje.
-Estou vestido para a guerra e hoje preciso entrar mais cedo. – ele falou
tocando a gravata. – Preciso ver um cliente nesse horário indecente.
-Indecente? Passa das sete.
-Em geral, só começo trabalhar por volta das nove.
-O que você faz?
-Sou analista de investimentos.
-Hum.
O elevador parou e saímos novamente juntos, mas dessa vez ao invés do
costumeiro silêncio após o bom dia, o homem parecia determinado a
conversar.
-E você? Faz o quê?
-Assistente social, trabalho no CREAS.
-Entra tão cedo assim?
-Não está tão cedo, mas eu entro as oito. – disse rindo. – Estou indo tomar café
da manhã antes.
Ele olhou para o relógio que usava, consultando as horas e pareceu pensar.

-Em um outro dia vou me auto convidar para tomar café com você, ao invés de
ir as sete da manhã na academia vou as sete da noite. – disse piscando para
mim.
-E o que te faz pensar que eu iria aceitar seu autoconvite?
-Se você não quiser se sentar comigo eu sento numa mesa próxima e falo em
voz alta, como estamos fazendo aqui. – ele disse e eu não pude deixar de
sorrir para ele.
-Veremos.
-Sou Henrique. – ele disse estendendo a mão.
-Giovana. –eu estendi a mão também.
Ele permaneceu parado olhando para mim enquanto eu o deixava a li e seguia
meu caminho.
Passei o dia distraída, com meu vizinho semi desconhecido, o analista de
investimentos Henrique. Bonito, jovem, confiante. Passei o dia pensando se ele
tinha me dito a hora que iria a academia de propósito, se esperava que eu
estivesse por ali, ou se tinha sido apenas uma coincidência.
Mas ao fim do expediente eu tinha tomado minha decisão, não havia sido
coincidência e sim um convite e caberia a mim aceitar ou não.
Vesti uma roupa legal, passei um perfume que gosto e lá fui eu pro hall de
entrada observar no maior descaramento se ele aparecia.
Estava um tiquinho ansiosa, mas o sorriso que abriu ao me ver me derreteu,
não vou negar.
-Nos encontramos mais uma vez.
-Pois foi! – respondi sorrindo receptiva.

-Você tão linda e eu todo suado. – ele falou puxando a camiseta, dando ênfase
ao que dizia. Socorro, ele era lindo mesmo.
-E você lindo mesmo todo suado. – ele riu, pareceu gostar do comentário.
-Garanto que melhoro com um banho e se você puder esperar vinte minutos eu
volto para te mostrar.
-Estava justamente subindo, posso esperar.
Entramos no elevador e dessa vez ele se posicionou ao meu lado.
-Onde eu encontro você? – perguntou olhando para mim.
-Meu apartamento é o 221 B.
-Meia hora e estarei lá. – Disse sorrindo ao sair do elevador e eu continuei até
meu andar.
Não havia muito o que fazer a não ser esperar por ele. Dei uma olhada por
cima e estava tudo em ordem. Tinha um vinho na temperatura certa, então
montei uma tábua de frios legal e foi só.
Antes mesmo que eu conseguisse decidir o que por na Netflix ouvi ele na porta
e fui abrir.
Eu já tinha visto ele com as roupas da academia e vi ele de terno, e agora o via
usando jeans, camiseta preta e tênis branco. Ele usava um relógio diferente
dos anteriores e o cheiro do perfume dele era forte na medida certa, atraente.
Como ele era elegante!
Henrique entrou e percebeu que eu o admirava, estendeu os braços, se
mostrando:
-Não falei que melhorava com um banho? – Disse bem humorado.
-E eu achando que era impossível. – Respondi com ousadia. Ele sorriu e me
estendeu uma garrafa de vinho.

-O vinho também faz com que eu melhore! Fico mais confiante.
-Então melhor a gente não beber, você já é metido o suficiente. – Falei rindo
para ele que riu de volta.
Fui até a cozinha pegar duas taças e abrir o vinho e quando voltei, ele olhava
algumas fotos que eu tinha na parede. Fotos mais ou menos de uma folha A4.
-Que lindas fotos, quem é o artista?
-Não são de um artista, são minhas.
Henrique me ouviu e olhou para as fotos novamente. Olhava uma que
considerava das minhas preferidas: crianças brincando num parque. A alegria
delas era contagiante. Era nítido que estavam se divertindo.
-Discordo, se são suas, pode dizer que você é uma artista. E boa. Gostei
daquele casal de mãos dadas.
-Fico sem jeito. Nunca ninguém viu minhas fotos. -Disse me sentando no sofá,
mas ele se manteve de pé, ainda admirando as fotos.
-Deveria expor. Tenho um cliente que tem uma galeria de arte, posso te colocar
em contato com ele.
O engraçado é que ele parecia estar falando sério. Até a postura tinha mudado,
me encarando de maneira mais profissional. Eu ri.
-Para de ser bobo. Não precisa dizer que eu sou artista. – Mostrei o vinho e as
taças – Já trouxe o vinho para nós.
-Estou falando a sério! Você é muito boa. Suas fotos tem um quê de Walter
Firmo.
Agora tive que gargalhar. Ele me olhava mudo.
-Walter Firmo? Aí você acordou. Eu não sou artista, sou assistente social.

-Você é artista, mesmo que não saiba, minha cara assistente social. Eu te
observei esses dias e sempre reparava no belo contraste de cores que você
usa ao se vestir e se maquiar. E agora aqui na sua sala, você de vermelho
nesse sofá listrado de verde e branco, me observando, se assemelha a uma
pintura. Você além de artista, é uma obra de arte.
-Uau. Você ensaiou para dizer isso, foi?
-Como se até pouco atrás eu não sabia que você era artista? Estou sendo
sincero.
-Agradeço. – Disse estendendo a taça para ele novamente.
Ele se sentou numa poltrona próximo a mim, eu servi o vinho, trouxe a tábua
de frios e passamos a conversar.
Henrique me explicou o que ele fazia para a empresa em que trabalhava: tinha
uma carteira de clientes bastante diversificada. Eu disse para ele dos projetos
que eu trabalhava, de como amava atender as gestantes em risco psíquico,
falei de como era angustiante e mesmo assim gratificante, já que é um
momento em que muitas mulheres se veem sozinhas.
Ele falou das viagens que fez e das que esperava fazer e eu disse que sempre
que conseguia sair era para me encantar com a culinária local, que novos
sabores são coisas que me encantam.
Passamos para a segunda garrafa de vinho e lá pelo meio já sentia que meu
vizinho além de gato, era inteligente e interessante. Será que seria bom
amante?
-Que noite encantadora. – Henrique falou se levantando, após termos
terminado o vinho. Os frios quase esquecidos na tábua onde eu os tinha
colocado mais cedo.
-Já vai? – Perguntei também me levantando.
-Acredito que sim, devo me retirar. – Olhou em seu relógio. – Passa das dez e
você e eu levantamos cedo amanhã.

-Esperava que pudesse ficar mais. – Falei olhando para ele, os olhos se
demorando nos lábios cheios dele.
-Esperava? – Ele respondeu me olhando de volta, os olhos se demorando nos
meus seios antes de se fixar novamente nos meus olhos.
-Sim.
Estávamos a uma certa distância e quando ele deu um passo em minha
direção, eu dei dois rápidos em direção a ele e sem pensar muito mais, estendi
meus braços para ele que me abraçou, enlaçando meu corpo com o dele.
O abraço dele era envolvente e forte. Ele era alto, bem mais que eu, então meu
corpo se perdia no dele. Nos beijamos, as línguas se tocando com desejo. O
gosto do vinho que eu sentia nele era inebriante.
Henrique segurava minha nuca pela raiz dos cabelos de uma maneira que me
mantinha firme em meu lugar, Eu explorava os braços fortes dele com minhas
mãos, e tirando minha boca da dele beijava o pescoço e a parte exposta perto
a gola. Eu toquei o tecido da camiseta dele e notei que tremia um pouco,
perdida no momento. Ele tirou a camiseta e a deixou de lado, passei minha
mão pelo peito dele, coisa que desejava fazer desde que o vi pela primeira vez.
Os pelos dele eram macios e meus dedos se enroscavam nele com volúpia.
Minhas unhas raspando a pele macia dele.
Ele tinha os olhos fechados, apreciando o momento.
Segurei o pescoço dele e voltamos aos beijos. Henrique beijava minha
clavícula, os dentes mordendo a parte superior, perto do pescoço. Eu gemi, era
bom.
-Você é linda.
-Você é uma delícia.
Eu estava na ponta dos pés e Henrique colocou as mãos na minha bunda e me
puxou. Senti toda dureza dele contra meu corpo e rebolei nele, me esfregando,
como uma gata.

Percebi que ele tentava me levantar e dei um pequeno impulso para ajudar. Foi
fácil, ele era grande e eu, pequena. Abracei a cintura dele com minhas pernas
e ele sustentou meu peso sem dificuldade.
-Onde? – Perguntou sem parar de me beijar, a voz um sussurro entre nós.
-Primeira porta a direita no corredor.
Henrique mudou de posição, me pegando no colo como vemos nos filmes de
recém-casados. Aproveitei para morder o pescoço dele, o peito, as unhas no
pescoço. Sentindo o cheiro dele, o cheiro fresco e gostoso do perfume
misturado ao cheiro de homem que ele tinha.
No quarto, ele me deitou na cama e ficou de pé próximo, me olhando com
intensidade, tirando o jeans e o tênis que ele usava.
Em silêncio, se deitou sobre mim, apenas de cueca e me beijou mais e mais,
lentamente. Saboreando minha pele sem pressa alguma.
Tirou minha blusa e meu short, tirou minha lingerie e por fim me tinha nua a
sua frente. Passou a mão pelas tatuagens expostas.
-Você é uma obra de arte. – Disse ante de ocupar a boca com meu seio.
Ele chupava de maneira forte e ritmada, o bico preso entre os dentes dele, a
língua se esfregando em mim.
Eu sentia meu corpo vibrar com a atenção, enquanto ele chupava um,
massageava o outro. E quando terminou com os dois, voltou a me beijar.
Sentia minha boceta úmida e sensível e rebolei no pau dele tentando provocar,
mas ele não era nada afoito. Apenas recebeu minha investida com um gemido,
mas não fez o menor movimento no sentido de entrar em mim.
Estava ansiosa, prendi a cintura dele com minhas pernas. Ele levantou o corpo,
segurando o peso nos braços, como se estivesse fazendo uma flexão e
arremeteu contra mim, só não me penetrando porque ainda usava cueca. Levei
minhas mãos a ele, queria ele nu, queria tocá-lo e queria-o dentro de mim.

Mas ele não permitiu, se ajoelhou, segurou minhas mãos e as beijou.
Enfim tirou a cueca e o tive que fazer esforço para não salivar. O pau dele
estava pronto, duro, melado. Ele alisava o comprimento, batendo uma punheta,
longe de parecer sentir toda a urgência que eu sentia.
-Quero você.
Falei estendendo meus braços para ele.
-Estou aqui.
Ele respondeu se deitando sobre mim e descendo a cabeça pelo meu corpo,
me beijando me chupando, me lambendo.
Chegou a minha boceta e abriu minhas pernas para ele. Abriu bastante me
deixando totalmente exposta aos olhos e as mãos dele. Me tocou de baixo para
cima, o dedo encharcado da minha umidade quando tocou a carne sensível do
meu grelo.
-Tão pronta. -Falou baixando a cabeça e passando a me chupar.
Senti meu coração disparar. A forma que ele chupava minha boceta não era
nada que eu conhecesse. Era como receber um beijo de língua de um homem
apaixonado, a língua dele me tomava por inteiro, ele sugava meu grelo,
puxando de encontro a língua dele, a pele morna e sensível totalmente úmida
pelo meu tesão e a saliva dele.
Dentro de mim um dedo brincava, provocando. Senti uma quentura se espalhar
pelo meu corpo, vindo das extremidades em direção ao meu ventre. E ele
continuava sugando e lambendo, chupando e apertando.
O peso no meu ventre se tornou uma coisa insuportável e explodiu. Um gozo
forte e longo, acompanhado de um grito que não pude controlar nem segurar.
Percebi que tinha empinado o corpo de encontro ao rosto dele, Henrique
segurava minha bunda em suas mãos e foi parando de me chupar…
espaçando os movimentos conforme meu corpo parava de tremer.

Senti meu coração voltando ao ritmo normal e abri os olhos. Henrique olhava
para mim com desejo, batia uma punheta devagar, agia como se meu gozo
fosse mais urgente e mais precioso, se colocando em segundo plano.
-Não sei o que dizer.
-Não precisa dizer nada, ruiva.
Ele se deitou em cima de mim e eu abri as pernas para recebe-lo. Henrique
esfregava o corpo de encontro ao meu, o pau dele quase entrando e então
interrompendo o movimento.
-Vem.
Chamei puxando ele para mim, minhas mãos na bunda dele, as unhas enfiadas
na carne dele. Minha vontade dele era cada vez maior.
Ele enfiou o pau em mim, me beijando na boca. Gemi no beijo dele, ansiando
por mais. Henrique me beijava, os braços, me abraçando. Metendo em mim
forte, mas ainda assim com cuidado.
Queria me mexer e percebendo, ele nos virou, me deixando por cima dele. Eu
apoiei minhas mãos próximo ao pescoço dele e comecei rebolar. Os pelos
curtos dele roçavam meu grelo, o pau dele me preenchia por inteiro.
-Ah… Assim. – Eu falei.
Finalmente o tinha inteiro dentro de mim. Henrique me olhava, as mãos nos
meus seios, apertando os bicos. A dor que ele provocava era um estímulo
delicioso.
Ergui o corpo, as mãos no peito dele, apertando forte. Ele sequer parecia
perceber que eu estava fazendo força. Eu suspirava, gemendo. Fechei os
olhos e me concentrei na sensação dele dentro de mim.
Henrique falava coisas desconexas, gemia. Suspirava sorrindo quando eu
arranhava ele, como se divertisse.

Senti ele fundo em mim, sentia meu corpo pronto para gozar, e mudando o
ritmo, passei a sentar nele quicando, usando minha força agora, sentindo o
orgasmo se aproximar de uma maneira conhecida e avassaladora.
-Henrique! – Gozei com o nome dele nos meus lábios.
À meia luz, a visão que eu tinha dele embaixo de mim era linda. Se eu tivesse
minha câmera para eternizar aquele momento, isso sim deveria estar numa
galeria de arte.
-Gostosa pra caralho. – Não tive tempo de pensar ou reagir, Henrique me virou
ficando sobre mim.
Me virou de lado, e se encaixou em mim, uma tesoura. A profundidade que
aquela posição alcançava era maravilhosa.
-Mais forte! – Pedi, o desejo ainda tomando conta de mim. Querendo mais e
mais forte, mesmo que parecesse impossível.
Henrique me puxou para ele de maneira que uma das minhas pernas estava
em seu ombro sem que eu me desse conta de como ele fez isso.
Era bom.
-Ahn
Gemi com a intensidade da penetração.
-Você…
Henrique falou, uma mão no meu joelho e com a outra ele tocava meu grelo,
mês esfregando, me estimulando sem parar.
-Gostosa demais.
Ele aumentou a força da investida, o som dos nossos corpos se batendo. Ele
gemia gostoso, sem pudor.

Os dedos dele me apertavam, eu sentia o suor dele na minha pele apesar do ar
deixar o quarto frio.
Minha pele estava arrepiada e sentindo ele me apertar com as mãos e morder
minha panturrilha, sentia um tesão que não pensava ser possível.
-Porra. – Falei.
Era impossível, mas sentia que ia gozar de novo. Não conseguia raciocinar
com clareza, só sentia o tesão. Só os estímulos, só o corpo dele no meu.
Ele enfiava mais forte, mais urgente, perdendo o controle. Se entregando, se
jogando no momento. E súbito, ficou inerte. O gozo dele em mim.
Senti a viscosidade dele na minha pele. Senti o cheiro do nosso cio. A
satisfação.
Henrique não se mexia, estático, os olhos fixos em mim. Eu sentia meu corpo,
enfim, relaxar. Os batimentos cardíacos desacelerando, a respiração voltando
ao normal.
O silêncio.
Henrique se deitou ao meu lado, acomodei a cabeça no peito dele, meus
cabelos entre nós, nosso gozo em nossa pele.
-Você é uma deusa.
Pensei em como ele trepava, a entrega, a maneira como ele colocou meu
prazer a frente do dele, em como ele se segurou antes, me proporcionando um
gozo forte e intenso para só então me comer.
-Você é monoteísta?
-Os devotos são fiéis, minha deusa ruiva.
Henrique falou rindo, dando um beijo no alto da minha cabeça.

-E você é um devoto?
-Recém convertido. Aliás, se conseguir ficar em pé me coloco de joelhos para
te adorar.
-Não sei se consigo.
-Ah… você vai conseguir. – Ouvi ele dizer enquanto ele mudava de posição, as
mãos tocando minhas coxas, minhas costelas. – Temos tempo.
-Temos? – Perguntei sentindo os dedos dele passeando pelo meu corpo.
-A noite toda.
Fechei os olhos e senti um beijo no meu pescoço, pensei em alguma coisa
para dizer e não encontrei nada.
Consegui deitar ele, que permitiu. Toquei o pau dele que ainda estava duro.
Desci minha cabeça pelo corpo dele, o cabelo vermelho na pele branca dele,
acariciando como seda.
E colocando o pau dele na minha boca eu o ouvi gemer. E antes que realmente
tivesse acabado, a mágica recomeçou.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: