POESIA: NÚ DE CINZA

 Quase meia noite
 A hora temida
 De bronze sonhos,
 Pesadelos antigos
 E telhados caídos.

 O baile de feras
 Com máscaras
 Elegantes, bigodes
 Pintados
 Cartolas quadriculadas
 Em meio à decoração.

 Clarividência
 Nas gotas de esperma
 Que fogem na proteção
 Do gozo
 E se reestabelecem
 Pela potência
 Das cabeças
 Inchadas e moídas.

 Brancos decrépitos
 Nú de cinza
 Sofreguidão
 Na bandeja
 Rói as unhas
 Ana Clara
 De luz acesa,
 Pois nunca mais...
 Conseguiu
 Dormir.

2 comentários em “POESIA: NÚ DE CINZA

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