POESIA: SEREIA

ouço ao longe uma Sereia cantar,

quero alcançá-la, mas não posso,

meu corpo moribundo,

jaz bem longe do mar…

recebo seus doces beijos lançados ao vento,

sinto, delirante e sedento,

o toque úmido de sua volúpia,

e o prazer inatingível,

explodindo em meus ouvidos,

despertando desejos já esquecidos.

a paixão me devora,

e a distância fica cada vez mais insuportável,

a melodia mística da sua voz,

ecoa das profundezas do precipício,

me chamando e exigindo,

um derradeiro sacrifício.

paro de resistir, deixando meu corpo perecer,

e finalmente livre, sem medo, nem lamúria,

lanço a alma no vazio,

me desprendendo dos terrenos laços,

as asas da morte e da luxúria,

finalmente me colocarão em seus braços.

2 comentários em “POESIA: SEREIA

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