POESIA: O FIM DAS COISAS

Tudo inevitavelmente chega ao fim

Amor, amizade, esperança, fé

É óbvio que isso é ruim

Mas não adianta fugir da maré

Aos poucos vamos nos acostumando

Tristeza é inevitável

Aos poucos a vontade vai acabando

E só nos resta a verdade desagradável

Perda e abandono eu não sei lidar

Caio em angústia e desespero

Nem mais a vontade de tentar

Recuperar aquilo que tinha com tanto apreço

É aí que vem a luta mais ingrata

Do cérebro contra o coração

Um quer uma solução imediata

O outro paciência e moderação

Mas quando o cérebro é doente

E essa doença maldita sempre está aqui

É mais fácil que me atormente

À jogar no fora tudo o que progredi

Quando estamos mais frágeis

É quando a doença ataca feroz

É fácil acabar com tudo estando vulneráveis

E sermos nosso próprio algoz

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