CRÔNICA: O PREÇO DA FELICIDADE

A felicidade não vem dos confortos, é mesmo adquirida através dos sofrimentos. Em tempo de pandemia e de crise aguda é bom recordar as palavras de Rubem Alves: “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”. Assim, prossegue informa que a alma é uma borboleta pois há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose. Precisamos desmentir um famoso ditado popular de que “amor com amor se paga”. O amor não é regido pela lógica mercantil de trocas. Ninguém nada deve. Ama-se exatamente como verbo intransitivo. Amar é ser transgressor num palácio de ambiguidades. A semântica se mistura com a dialética que desagua no inconsciente, na firme vontade de se conhecer e se doar. Na linguagem do amor tudo é permitido, principalmente, o silêncio poético. E, a simplicidade é exatamente como um concerto harmônico composto para o corpo e alma. Em meio a necessária resistência que precisamos construir, o mundo pode se tornar um lugar mágico, onde todos possuem a coragem de tentar e, não se abater nem desistir. Afinal, Dostoiévski tinha toda razão: “Se queres vencer o mundo inteiro, vence-te a ti mesmo”. Quem ama ganha na capacidade de amar e expandir seus valores mais preciosos, talvez esse seja o preço da felicidade…

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