POESIA: POEMA DADAÍSTA

Eu e você nesse enorme universo.

Multiverso cheio de meandros e ausências.

Há silêncios semânticos.

Há palavras vazias.

Olhares psicografados.

Textos encriptados.

Há uma ressalva implícita.

Há uma ofensa sub-reptícia.

Há uma blasfêmia ínsita.

Não posso adorar deuses.

E, cultuar a morte.

Não posso idolatrar mitos.

E, ofender a realidade

 de estar aqui.

Meu degredo nessa plateia.

Percebe sua solidão e

inquieta vai plasmando gestos,

gostos e valores.

Destruímos a arte.

Destruímos a humanidade.

Não tenho pátria nem matéria.

Sou etérea e abstrata.

Há significado nonsense.

Minha loucura ofende a burguesia

que só deseja lucrar.

E, eu, só desejo mandar tudo às favas…

O abismo e a falta de empatia

transformará esse planeta num

enorme deserto.

E, só sobrará essa poesia dadaísta.

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