CONTO ERÓTICO: CACHORRINHA

A chuva mansa caía naquele começo de noite e nem mesmo caminhar apressadamente pela calçada, me molhando com os pingos gelados, conseguia diminuir meu calor. Estava indo encontrá-lo. E o encontro dessa noite, seria diferente. André também estava animado, tenho certeza disso. Ele sabia que eu havia preparado uma surpresa, mas não sabia o que era exatamente.

Antes mesmo que eu batesse na porta, ela se abriu e ele estava lá, sorrindo, me olhando com todo o carinho e desejo que eu sabia que ele sentia e que me dava confiança em ser exatamente quem eu queria.

-Na chuva? – Disse antes de beijar ligeiramente meus lábios.

-Meu carro está logo ali. – Apontei para a casa do vizinho. – Não dei nem dez passos na chuva!

-Hummm… Depois fica gripada e lá vai André fazer sopinhas para a bebê.

-Como seu eu precisasse de desculpara para querer suas sopinhas.

-Mimada.

-Sou. – Dessa vez o beijo foi mais longo e eu ouvi ele bater a porta de entrada, me puxando para um abraço forte. Estar nos braços dele era estar no meu lar, era chegar em casa.

-Saudades. – Falei, a cabeça encaixada no pescoço dele.

De tudo que eu amava nesse homem, com certeza o cheiro era uma das melhores. Cheiro de um coisa fresca, mentolada, forte e profundamente masculina. Que homem ele era.

-Eu mais. E preparei uma coisinha para você comer, sei que teve uma semana corrida.

-Fica para mais tarde, amor. A gente pode só beber alguma coisa? Para relaxar?

-Relaxar? Ah… Relaxar perto de você não é tarefa fácil. Você me deixa tenso, principalmente aqui. – Falou colocando minha mão no pau dele que eu senti duro e sorri, o sorriso do gato de Alice.

-Safado. Que estava fazendo que já está duro assim?

André nada respondeu, apenas riu me fazendo sentar na sala e foi até a cozinha em busca da bebida que eu tinha pedido. Voltou com uma cerveja para ele e um uísque para mim, sentou na poltrona que ficava diante do sofá em que eu estava e, em silêncio, me observava. Tomei meu uísque olhando para ele também em silêncio, o coração disparado. Usávamos o silêncio como outros casais usavam as palavras, criando um clima de tensão e cumplicidade.

Pus meu copo na mesinha ao lado e me levantei, virei de costas para ele como se fosse mexer na minha bolsa, o que de fato eu ia, mas o que eu queria mesmo era abaixar e fazer meu vestido subir para ele ver minha bunda, nua sob o vestidinho verde que eu usava, um modelo justo, de mangas longas e que cobria o pescoço, embora deixasse as pernas nuas. E muito nuas. E claro que ele estava olhando, como pude perceber ao ouvir ele prender a respiração.

-Safada. –Ouvi ele dizer antes de sentir o tapa forte que ele me deu. Gemi ao encontro na mão dele em minha pele, como eu gostava disso. – Andando de rabo de fora por aí? Não tem vergonha?

-Não. – Foi minha resposta simples para ele. – Acho que essa roupa combina perfeitamente com meu salto. Percebeu que estou de salto? – Falei colocando meu pé calçado em cima do sofá, no meio das pernas dele.

-Percebi sim. – Ele falou passando as mãos pela minha perna, da parte de cima do pé, passando pelas panturrilhas e coxas, até tocar meu prikito e passar o dedo, sentindo minha umidade. André me olhava de um jeito sacana e tirou os dedos de mim, saboreando enquanto me encarava, sem reservas, sem pudor. – Gostosa para caralho. Me inclinei e o beijei, um beijo forte e demorado, meu gosto entre nossas línguas. Eu sentia minha pele arrepiada e respirava ofegante.

-Escolhe uma música para nós e fica quietinho aí, me assiste tirar a roupa para você.

-A senhora que manda, Dona Boa. – André pôs uma música para tocar e eu virei de costas para ele, rebolando meu quadril no ritmo virando de frente e encarando ele de maneira sensual. Me agachei, o vestindo subindo pela minha bunda, deixando minha pele de fora para ele observar. Ele pôs o pau para fora do short e batia uma punheta com calma, me admirando, os olhos fixos na pele exposta.

Com as mãos para trás, abri o zíper do vestido totalmente e de uma vez, tirando com relativa facilidade o tecido dos meus braços e lançando-o aos pés dele no chão. Ficando nua diante dele.

Nua, a não ser pelo harness e o shocker que eu usava. Sexy e lindo, o harness se prendia ao shocker no meu pescoço pelas tiras que tocavam minha pele nua na frente e atrás. Me sentia a mais poderosa das mulheres usando aquelas tiras sobre meus seios, de pé em meus saltos, meu homem babando na minha frente. Uma Vênus pronta para ser venerada.

Levantei os braços e soltei meu cabelo fazendo ele cair em ondas macias no meu pescoço, molhei os lábios e encarei André, esperando.

-Porra, Renata. – Ele perguntou genuinamente surpreso. Fiz que sim com a cabeça e respondi:

-Tô louca para você me pegar com força. – Falei me tocando, as mãos apertando o bico dos meus seios. – Vem André, olha aqui. – Falei tocando a ferragem na frente do meu shocker. – Cadê aquele seu cinto para você prender aqui, heim? Guia sua cachorra. Vem brincar.

Ele ficou de pé e tirou o cinto do passador do short, prendeu no meu pescoço e me puxou forte para ele, uma força que me atraía e ele sabia que eu gostava. O beijo foi diferente, ele vinha para mim com fome, fome de mim, fome de realizar nossas fantasias. De satisfazer a ele e a mim. Fome de ser meu brinquedo e meu dono. Minha delícia.

Se afastou e me guiava pro quarto, pela coleira, eu andava ao lado dele, aguardando para causar o efeito dramático que eu desejava e estaquei, fazendo ele olhar para mim.

-Minha bolsa. – André foi até o sofá e a pegou. – Abre. – Obedeceu, eu o olhava ansiosa e ouvir ele suspirar fez meu grelo pulsar em antecipação.

-Algemas… Menina má. – Falou e eu nada respondi, apenas estendendo os braços em direção a ele, que prendeu.

Terminamos o curto trajeto até o quarto, eu com meus saltos, meu harness, guiada pelo meu shocker como uma cadelinha obediente e com as mãos postas. Fiquei de pé ali, esperando, e André se livrou das roupas tão rápido que nem sei como. Puxou minha guia me trazendo para mais perto dele e me fez ajoelhar. Nada de beijos apaixonados agora, atada e de joelhos diante dele, eu só desejava chupar aquele pau e não precisei esperar muito.

André segurava meus braços para cima, pela algema, e puxava minha cabeça para ele com o cinto preso ao schocker, comandando a intensidade do movimento, eu chupei aquele pau, recebendo ele inteiro na minha boa, sentindo ele tocar fundo minha garganta, ele me fodendo com força, parando apenas se me ouvia engasgar para me dar um tempo. Eu o ouvia gemer e a intensidade daquela chupada era suficiente para me deixar pronta, sem qualquer outro tipo de preliminar, mas não foi o que houve. Ele me deitou na cama e chupou meu prikito como um homem faminto diante de uma fina iguaria. Eu gemia e esfregava meu quadril no rosto dele, perdida no desejo e sem poder usar as mãos. Senti minhas coxas tremerem, o gozo se aproximando e quando gozei gritando, André me deu um tapa forte na coxa aumentando ainda mais meu prazer, fazendo eu esquecer que algum vizinho pudesse me ouvir. Uivando de tesão.

-A cachorra uiva, é? Calma… Espera eu meter em você para você ter um motivo de verdade para uivar.

-Mete! –Pedi suspirando. – Mete tudo.

-Implora. – A voz baixa e controlada, o sussurro de quem sabe o que faz.

-Por favor… – Implorei e imploraria por ele quantas vezes ele mandasse.

-Boa menina.

Me pôs de quatro e meteu fundo. Firme, forte, todo de um vez. Eu me apoiava nos meus cotovelos, às mãos postas, como se orasse. E se eu estivesse orando com certeza estaria tendo minhas preces atendidas, porque meu homem metia em mim alucinado, me segurando pelo harness, me puxando para ele, os quadris se chocando, o som dos nossos corpos colidindo, nossos gemidos e sussurros e o estalos que minha pele fazia sob as mãos fortes dele que batia nas mminhas coxa e na minha bunda com força. André esfregou a mão pela minha coluna, passando pelo couro macio do harness e quando alcançou meu pescoço, segurou o shocker com força, puxando meu pescoço para ele, deitando o corpo sobre mim e falando baixo no meu ouvido.

-Isso minha cadelinha, rebola pro seu dono, rebola, mexe essa bunda. -Eu gemia e rebolava, ele metia em mim, eu sentia o saco dele na minha bunda e uma das mãos dele no meu grelo.

-Hã… hã.. Hã… Assim, André, mete mais… Me leva amor, vou gozar… Vou gozar… – Falei gemendo e sentindo meu ventre explodir, o gozo escorrendo pelas coxas, um zumbido nos meus ouvidos.

-Vem cá… Vem cá… – André falou me virando e me deitando, pôs minhas pernas nos ombros dele, o salto tocando o a nuca, e me puxando com força pelo shocker, tirou o pau de mim e gozou na minha barriga, gemendo, a respiração quebrando, tão entregue ao momento quanto eu. Se deitou sobre mim, nossa pele suada e gozada e me beijou, um beijo longo e forte. Íntimo e apaixonado.

-Caralho. – Foi só o que ele disse.

-Quero. – Respondi, brincalhona.

-Me dá cinco minutos, porra. – Ele falou rindo, beijando meu cabelo e me abraçando com carinho.

-Te dou até dez. Aí a gente toma um banho e come aquela comidinha que você fez, heim? Que tal.

-Perfeito. –Ele tinha os olhos fechados, um sorriso bobo, tão grande como o meu estava. Me levantei, beijando o peito dele e piscando para ele.

-Perfeita vai ser a próxima, quando você me bater de verdade com esse seu cinto.

-Cachorra.

-Sou. E você gosta.

Falei indo para o chuveiro e ouvindo ele rir no quarto. A noite estava apenas começando e a cachorra com certeza ia aproveitar para brincar. 

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