PROSA: ARTE DA SOBREVIVÊNCIA

Pessoas insistem em morrer. E, com elas vão uns pedacinhos nossos… A cada morte, menos um naco de nossa memória, nosso jeito, nossa cultura ou uma frase, um poema e, até, uma piada. Quantos mais morrem, mais nacos de nós mesmos vão sendo sepultados. Até um dia, devido a falta absoluta de nós mesmos, também partimos, mas carregamos na alma, muita saudade, muita aflição e, aquele sentimento misturado de tristeza, gratidão, solidão e afeto… Afetos pelos que conhecemos, pelos que nem conhecemos, por aqueles que os desencontros da vida, transformaram as inequações em igualdades. E, as tristezas em poesia. Pessoas ainda insistem em morrer. Uns, maldizem o tempo, outros maldizem as doenças e, há uns poucos que passam incólume, protegidos pelo manto da indiferença e a frieza do coração. Hoje, lembrei de pessoas que não existem mais, mas, lembrei do legado que deixaram, a sabedoria intrínseca do exemplo e, principalmente, a eternidade de suas almas. Oxalá, permita-me que eu também possa deixar algum legado. Alguma boa palavra ou conselho e, por fim, semear a esperança de dias melhores e alegrias maiores. E, então, entenderemos, finalmente, que amadurecer é aprender com as perdas e ganhos. E, fazer de cada dia, um aprendizado novo na arte de sobreviver, mesmo que sejam com poucos pedacinhos de nós…

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