POESIA: MORTALHA

Às vezes penso no meu corpo

O que acontecerá depois da minha morte

Não que eu realmente me importe

É mais uma curiosidade de um morto

Será que me enrolarão em uma mortalha?

E me enterrarão em um cemitério?

A verdade é que serei uma tralha

Saída sem órgãos do necrotério 

Que me joguem em uma vala qualquer

Para virar comida de vermes e animais

Não sinto um apego sequer

Com esse receptáculo orgânico mais

Talvez me joguem no mar

Para acabar na escuridão profunda  

Ou então me deixem queimar

Transformando-me em uma cinza imunda

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