POESIA: O DIA QUE EU MAIS CHOREI

Quando embalsamei o meu corpo

No elixir sagrado – Vinho Panteístico

Que os deuses sorvem do ‘’místico’’

Rebanho – salguei-me, absorto!

Chovia em todo meu ser, Navalhas,

Perfurando-me o peito e os olhos;

E o mar, que chocalhava-me os ossos,

Chocalhava também as minhas falhas.

E só, no se ir das ondas, eu naufraguei

Meu barco nos corais: tanta beleza

Tinha no olhar, tanta sede; – Afundei

No azul do céu que encontrei…

E ao beber de minha própria profundeza;

 M’embriaguei, Tornei-me Deus, e me afoguei!

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